me.log
  • /posts
  • /publications
  • /projects
  • /about

Poemas Soltos

2026-10-30

visitante@me.log:~/poemas-soltos$ ls -t poemas/

total 3

  • 2026-10-30Prática de Décima Espinela
  • 2026-10-07orgânico
  • 2026-09-15Solidão

visitante@me.log:~/poemas-soltos$

visitante@me.log:~/poemas-soltos$ cat pratica-de-decima-espinela.txt

Prática de Décima Espinela

texto com ana, ena, ina e una

2026-10-30

Tendo de encarar minha própia ruína
quebro as frias longas cadenas
que calavam as vozes serenas
com maldições e juras à minha sina.
Como garras encravadas pela rapina
meus pensamentos ecoam pela tribuna,
com júri, acusação e calúnia
condeno-me da pena máxima tirana
por tratar da forma mais leviana
os amores que ofereçeram tanta fortuna

-- fim do arquivo --

visitante@me.log:~/poemas-soltos$ cat organico.txt

orgânico

2026-10-07

Sonho um dia em ser máquina,
ter a serenidade do lógico mecanismo
que ante as adversidades do destino
se contenta em tranquilo conformismo.

Porém o sangue em mim pulsa ralo
e o coração muito se abala.
Como máquina sou fraco,
como homem sou pária.

Resta-me ser o operador
das máquinas dos construtores,
homens-máquina de pouco amor
não passam de meros amadores.

-- fim do arquivo --

visitante@me.log:~/poemas-soltos$ cat solidão.txt

Solidão

inspirado em uma poesia do sertão

2026-09-15

A sombra que me acompanha
é a mesma que me persegue,
seus olhos negros me vigiam
para onde quer que a carregue.

no findar da vida ela me cobrirá
pois é seu manto o que me veste.
e a morte nos unirá para sempre
até que nada mais me reste.

-- fim do arquivo --

↑↓ navegar · → ou enter abrir · ← voltar < voltar
No matching items
 

© gabriel_pina :: 2026